«Meus predilectos e filhos consagrados ao meu Coração Imaculado, hoje estais espiritualmente unidos, ao celebrar a solenidade litúrgica da minha divina maternidade.

Sou verdadeira Mãe de Deus.

O Verbo do Pai assumiu no meu seio virginal a natureza humana e tornou-Se vosso Irmão.

Na Cruz, poucos instantes antes de morrer, Jesus con­fiou-Me a humanidade redimida e salva por Ele. Assim tor­nei-Me Mãe de toda a humanidade.

E por causa da minha missão de Mãe de Deus e da huma­nidade que Eu intervenho na vossa vida, na vida da Igreja e da humanidade para vos ajudar a realizar o desígnio do Pai Celeste, correspondendo ao dom que o meu Filho Jesus vos concedeu e colaborando com docilidade com a acção do Espírito Santo.

Como Mãe estou sempre ao vosso lado, ao lado da Igreja e da humanidade, para vos conduzir pelo caminho da rea­lização da vontade do Pai, da imitação do Filho e da comu­nhão com o Espírito de Amor, de modo que a Santíssima e Divina Trindade seja cada vez mais glorificada. E na per­feita glorificação da Santíssima Trindade que se encontra a fonte da vossa alegria e da vossa paz.

A paz é-vos dada pelo Pai, é-vos participada pelo Filho e é-vos comunicada pelo Espírito Santo.

O Pai, de facto, amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito. O próprio Filho é a Paz que é comunicada ao mundo. O Espírito Santo conduz-vos ao único amor de onde pode surgir a paz.

O maligno, satanás, a serpente antiga, o grande dragão sempre agiu e continua a agir de todos os modos para tirar de vós, da Igreja e da humanidade o bem precioso da paz.

Faz, portanto, parte da minha missão de Mãe, levar-vos todos a uma grande comunhão de vida com Deus, para que possais fazer a doce experiência do amor e da paz.

Jamais como nos vossos dias a paz é tão ameaçada, porque a luta do meu adversário contra Deus toma-se cada vez mais forte, insidiosa, contínua e universal.

Entrastes, assim, no tempo da grande prova.

– A grande prova chegou para todos vós, meus pobres filhos, tão ameaçados por satanás e feridos pelos espíritos do mal.

O perigo que correis é o de perder a Graça e a comunhão de vida com Deus que o meu Filho Jesus vos obteve no momento da Redenção, quando vos subtraiu à escravidão do maligno e vos libertou do pecado.

Hoje em dia o pecado já não é considerado como um mal; antes é frequentemente exaltado como um valor e um bem. Sob o pérfido influxo dos meios de comunicação, chega-se gradualmente ao ponto de perder a consciência do pecado como um mal. Assim, ele é cada vez mais cometido e justificado e já não é confessado.

Se viveis no pecado, voltais a viver sob a escravidão de satanás, submetidos ao seu poder maligno e assim toma-se vão o dom da Redenção que Jesus vos obteve. Assim a paz desaparece dos vossos corações, das vossas almas e da vossa vida.

Meus filhos tão ameaçados e tão doentes, acolhei o meu convite materno para voltar ao Senhor pelo caminho da conversão e da penitência.

Reconhecei o pecado como o maior mal, como a fonte de todos os males individuais e sociais. Não vivais nunca no pecado. Se vos acontecer cometê-lo, pela vossa fragilidade humana ou pelas enganadoras tentações do maligno, recorrei logo à Confissão.

Seja a Confissão frequente o remédio que usais contra a difusão do pecado e do mal. Então vivereis numa grande comunhão de amor e de vida com a Santíssima Trindade, que porá em vós a sua morada e será cada vez mais glorifi­cada por vós.

– A grande prova chegou para a Igreja, tão violada pelos espíritos do mal, tão dividida na sua unidade e obscurecida na sua santidade. Vede como nela alastra o erro que a con­duz à perda da verdadeira fé. A apostasia difunde-se por toda a parte.

Dom especial do meu Coração Imaculado para estes vos­sos tempos é o Catecismo da Igreja Católica que o meu Papa quis promulgar quase como o seu luminoso e supremo testa­mento.

Mas como são numerosos os Pastores que andam às cegas na escuridão, se tomaram mudos pelo medo ou pelo com­promisso com o espírito do mundo e já não defendem o seu rebanho dos lobos vorazes!

Muitas vidas sacerdotais e consagradas tornaram-se ári­das pela impureza, são seduzidas pelos prazeres e pela busca das comodidades e do bem-estar.

Os fiéis são atraídos pelas insídias do mundo, que se tornou pagão, ou pelas inúmeras seitas que se difundem cada vez mais.

Chegou sobretudo para a Igreja a hora da sua grande prova porque ela será abalada pela falta de fé, obscurecida pela apostasia, ferida pelas traições, abandonada pelos seus filhos, dividida pelos cismas, possuída e dominada pela maçonaria e tornar-se-á terra fértil de onde brotará a árvo­re má do homem iníquo, do anticristo que levará o seu reino para o interior da Igreja.

– A grande prova chegou para toda a humanidade, dila­cerada pela violência que alastra, pelo ódio que destrói, pelas guerras que se estendem ameaçadoras, pelos grandes males que já não se conseguem curar.

Na aurora deste novo ano, toma-se mais forte e preocu­paste a ameaça de uma terrível terceira guerra mundial.

Quantos terão de sofrer o flagelo da fome, da carestia, da discórdia, das lutas fratricidas que hão-de derramar muito sangue pelos vossos caminhos!

– Se o tempo da grande prova chegou, chegou também o momento de todos acorrerem para o refúgio seguro do meu Coração Imaculado.

Não desanimeis.

Sede fortes na esperança e na confiança.

Eu predisse-vos os tempos que vos esperam, tempos dolorosos e dificeis, justamente para vos ajudar a viver na esperança e numa grande confiança na vossa Mãe Celeste.

Quanto mais entrardes no tempo da grande prova, tanto mais experimentareis, de maneira extraordinária, a minha presença de Mãe ao vosso lado para vos ajudar, para vos defender, para vos proteger, para vos consolar, para vos pre­parar novos dias de serenidade e de paz.

No fim, depois do tempo da grande prova, espera-vos o tempo da grande paz, da grande alegria, da grande santida­de, do maior triunfo de Deus no meio de vós.

Rezai comigo neste meu dia e vivei nesta expectativa, que adoça a amargura do vosso sofrimento quotidiano.

Hoje estendo sobre vós o meu manto para vos proteger, tal como faz a galinha com os seus pintainhos, e a todos vos abençoo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo». (Movimento Sacerdotal Mariano, Rubbio (Itália), mensagem de 1 de Janeiro de 1993)