Assim pedimos há momentos. De facto, na medida em que «mergulharmos» no amor infinito que Deus nos tem, no amor que Ele é, não ficaremos indiferentes e amá-lo-emos também. E ao amá-l’O teremos encontrado a nossa salvação.

As leituras da Missa de hoje, apresentam-nos pistas para obtermos esse tão importante conhecimento divino.

Assim a 1ª Leitura diz-nos que o profeta Elias, que fugia da perseguição de Jezabel, rainha pagã, no Horeb, não encontrou Deus na rajada de vento, nos terramotos, mas sim na ligeira brisa. Ele está em toda a parte, mas senti-lo-emos mais no silêncio, na brisa suave, na oração silenciosa, no esconderijo do nosso quarto.

Ele caminha sobre as águas do mar, símbolo de todo o mal. Tende confiança. Sou Eu. Não temais. Por maiores que sejam as dificuldades da vida, com Ele nada teremos a temer. Assim o lembrou S. João Paulo II, logo no início do seu pontificado, quando o mundo se encontrava sob terríveis ameaças de guerra. A fé deste grande e santo Papa, tudo conseguiu vencer, para bem de toda a humanidade.

De facto nosso Deus não gera temor, mas confiança. Feliz de quem tem fé. A presença de Jesus no barco dos Apóstolos, trouxe de imediato a paz, calma e sossego para todos. Como pois é importante reconhecê-l’O presente no barco da nossa vida!

S. Paulo, na segunda Leitura da Missa de hoje, exprime a sua profunda tristeza pelo facto do povo judeu O não ter reconhecido e consequentemente ter sido privado de tão valioso e indispensável auxílio divino, o que levou Jesus a dizer «quantas vezes quis reunir os teus filhos, como a galinha reúne os seus pintainhos sob as asas e não quiseste!» (Mt. 23,37).

Como é bom saber que Ele quer estar connosco! Não façamos como O povo de Israel. Deixemo-nos acariciar por Ele. Saibamos sempre corresponder ao Amor infinito que Ele nos tem. Possui-l’O é ter a maior das riquezas, Ele é o Criador e Senhor de tudo quanto de bom existe, e porque é omnipotente tem a solução para todos os grandes e pequenos problemas da vida.

Como é importante conhecê-l’O cada vez mais, para mais e mais correspondermos ao Seu amor. Esse conhecimento e encontro amorosíssimo, fomenta-se especialmente com a oração silenciosa e constante no dia a dia da vida. Por isso é tão importante a oração e o contacto e meditação da Palavra de Deus! Com o recurso a estes valiosíssimos meios, O teremos sempre connosco, e a possibilidade de O anunciar a quem O desconhece, para que cheguemos sãos e salvos à Pátria eterna dos Céus. (Cfr. Celebração litúrgica pp. 1144-1145)